sexta-feira, 25 de setembro de 2026  ·  Decálogo Cívico Brasileiro
Por leis melhores

Decálogo Cívico Brasileiro

Uma agenda cívica escrita pela comunidade — cada princípio nasce, é discutido, votado com justificativa e revisado por quem quer ver o Brasil governado de outro jeito.

Agenda cívica e laica
Os dez princípios

Abra um princípio para ver as medidas

Todo mandato nasce de um voto, mas só se sustenta enquanto serve a quem o deu. Partido, lobby e financiador de campanha não podem pesar mais que o país na hora de decidir. Interesse público é o princípio que cobra isso: cargos exercidos em nome do coletivo, não como moeda de troca nem como retorno a quem bancou a eleição. Onde houver conflito entre o que é bom para o Brasil e o que é bom para quem financia ou comanda um partido, a lealdade devida é sempre à primeira.

Nenhuma medida proposta para este princípio ainda.

Propor a primeira medida

Quem é eleito recebe uma função, não um trono. O voto empresta poder por um tempo determinado, sob condição de bom desempenho — não transfere lealdade pessoal nem cria um líder acima de crítica. Representação é o princípio que cobra isso: mandato existe para servir quem elegeu, com prestação de contas real e mecanismos de revogação que funcionem na prática, não só no papel. Quando um mandato vira culto à personalidade, a democracia perde a função e sobra só a figura.

Nenhuma medida proposta para este princípio ainda.

Propor a primeira medida

Todo cidadão tem o direito de crer, praticar ou não seguir religião alguma — essa liberdade é plena e não se negocia. O que não é plena é a fé dentro do Estado: lei, escola pública e decisão de governo não podem falar a língua de uma religião específica, porque servem gente de todas elas e de nenhuma. Laicidade não é hostilidade à fé — é a garantia de que o poder público trata cada cidadão pelo que ele é perante a lei, não pelo que reza em casa.

Nenhuma medida proposta para este princípio ainda.

Propor a primeira medida

Toda política pública nasce de uma escolha sobre o que fazer com uma vida humana — e essa escolha só é legítima quando a pessoa é o motivo, não a ferramenta. Dignidade é o princípio que barra o cálculo frio: ninguém pode virar número numa meta, exemplo numa punição ou moeda de troca num acordo político. O Estado existe para proteger quem vive sob ele, não para se servir de quem vive sob ele. Onde a pessoa vira meio para outro fim (eleitoral, econômico, ideológico) a política já errou o alvo.

Nenhuma medida proposta para este princípio ainda.

Propor a primeira medida

Quem ainda não nasceu não vota, mas herda cada dívida que se acumula, cada floresta derrubada e cada decisão adiada por conveniência eleitoral. Responsabilidade entre gerações é o princípio que estende o círculo de quem importa pra além do próximo pleito: gastar mais do que arrecada, esgotar recurso natural sem repor e empurrar problema estrutural pro governo seguinte são formas de decidir hoje à custa de quem vem depois. Política de verdade responde pelo amanhã, não só pelo próximo mandato.

Nenhuma medida proposta para este princípio ainda.

Propor a primeira medida

Sem segurança, nenhum outro direito se exerce de verdade — por isso o direito à vida vem antes dos demais. O problema é que segurança pública virou bandeira de campanha: usada pra assustar no discurso e abandonada na gestão, trocada a cada eleição sem continuidade nem avaliação do que funciona. Este princípio cobra o oposto — política de Estado, com dado, planejamento de longo prazo e resultado medido, não só reforço no orçamento em ano eleitoral. Vida se protege com método, não com slogan.

Nenhuma medida proposta para este princípio ainda.

Propor a primeira medida

Todo candidato registra um programa de governo na Justiça Eleitoral — e depois de eleito, é comum tratar esse documento como formalidade esquecida na gaveta. Compromisso é o princípio que devolve peso a essa promessa: quem venceu a eleição com um plano específico deve governar por ele, e mudança de rumo relevante merece explicação pública, não silêncio. Prometer uma coisa pra fazer outra, sem prestar contas da virada, corrói a razão de ser do voto — escolher um caminho, não um cheque em branco.

Nenhuma medida proposta para este princípio ainda.

Propor a primeira medida

Cada real público carrega o esforço de quem pagou imposto sem escolher em quê — por isso não pode virar propriedade de quem o administra. Integridade é o princípio que trata dinheiro público como intocável: superfaturamento, caixa dois, emprego fantasma e propina não são "jeitinho", são furto de algo que pertence a todo mundo e a ninguém em particular. Cargo público é posição de confiança, não fonte de enriquecimento — e desvio de recurso, grande ou pequeno, quebra esse contrato.

Nenhuma medida proposta para este princípio ainda.

Propor a primeira medida

Democracia depende de gente decidindo com informação real — quando o debate público é inundado por mentira fabricada, o voto deixa de refletir escolha livre. Verdade e informação é o princípio que trata desinformação como o que ela é: um ataque à capacidade coletiva de decidir, não uma opinião divergente. Isso não significa calar quem discorda — significa exigir transparência de quem distribui conteúdo político e responsabilizar quem fabrica mentira em escala pra enganar o eleitor.

Nenhuma medida proposta para este princípio ainda.

Propor a primeira medida

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